Reajuste do Simples beneficia mais de 5,2 milhões de MPE
Esse é o número de micro e pequenas empresas que fazem parte do sistema atualmente
Dilma Tavares
Brasília - O ajuste na tabela de tributação do Simples Nacional beneficiará diretamente as mais de 5,2 milhões de empresas que já fazem parte do sistema. A proposta está no projeto de Lei Complementar 591/10, que tramita na Câmara dos Deputados. O total de participantes do Simples representa 88% das micro e pequenas empresas brasileiras e cerca de 87% dos negócios formalizados no Brasil.
Sistema especial de tributação dos micro e pequenos negócios, o Simples Nacional está em vigor desde julho de 2007. São 4,5 anos sem ajustes no valor da receita bruta anual exigida para entrada no sistema. Das 3,3 milhões de empresas participantes que entregaram declaração de rendimento em 2010, mais de 4,2 mil atingiram o teto máximo de receita exigida, que é de R$ 2,4 milhões, e correm o risco de sair se não houver mudança. "A lei geral foi um grande avanço para as micro e pequenas empresas brasileiras. Além de criar um ambiente legal favorável para o desenvolvimento dos pequenos negócios, também foi responsável por um significativo aumento na arrecadação do governo federal, dos estados e dos municípios. Agora é o momento de atualizarmos a lei, para que ainda mais empreendedores sejam beneficiados", diz o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto.
Ajuste no teto
O projeto propõe ajuste em 50% na tabela do Simples Nacional, passando o teto da receita bruta anual das microempresas de R$ 240 mil para R$ 360 mil e o da pequena empresa de R$ 2,4 milhões para R$ 3,6 milhões.
Parcelamento
Também é proposta a criação de parcelamento automático de débitos do Simples Nacional – hoje não permitido. O limite seria de até três meses de inadimplência e máximo de três parcelamentos cumulativos por empresa. A medida deve beneficiar cerca de 500 mil empreendimentos que, até o início deste ano, estavam em débito com o fisco e correm o risco de exclusão. Eles integram um lote de 560 mil negócios nessa situação. Em janeiro deste ano, 31 mil empresas foram excluídas por causa do problema.
ICMS
O projeto propõe solução para a cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) via substituição tributária e fronteiras estaduais, que, na prática, anulam os benefícios do Simples. Levantamento comparativo realizado em novembro de 2010 pelo Sebrae e pela Fundação Getúlio Vargas no Rio de Janeiro mostra que, dependendo do local e do produto, o aumento do ICMS via substituição tributária para empresas do Simples pode chegar a 700%.
Empreendedor Individual
As mudanças propostas pelo projeto também beneficiam os cerca de 1,4 milhão de empreendedores individuais do país. Eles estão entre os 5,2 milhões de negócios que integram o Simples Nacional. O projeto aumenta de R$ 36 mil para R$ 60 mil a receita bruta anual da categoria.
Exportações
Um dos pontos em negociação entre governo e parlamentares é a permissão para que micro e pequenas empresas possam exportar até R$ 3,6 milhões, mesmo valor que elas poderão vender no mercado interno sem serem excluídas do Simples.
Serviço
Agência Sebrae de Notícias: (61) 3243-7852/ 2107- 9110/ 3243-7851/ 9977-529
Central de Relacionamento Sebrae: 0800 570 0800
www.agenciasebrae.com.br
www.twitter.com/sebrae
www.facebook.com/sebrae
FONTE: BOLETIM LEGISLATIVO Nº 33 - CRC-MG
Página 1 de 1
SIMPLES NACIONAL Reajuste - Beneficios
Postou 17/08/2011 - 20:54 (#2)
Legal Marcelo,
Reajuste mais do que justo e que beneficia muitos micro e pequenos empresários.
Para que o Simples Nacional seja ainda mais eficiente, só falta mesmo uma maior sintonia entre os fiscos municipal, estadual e federal, afim de promover ações de fiscalização conjuntas mais eficientes, coisa que já começa a acontecer com a NFe.
Abraços.
Reajuste mais do que justo e que beneficia muitos micro e pequenos empresários.
Para que o Simples Nacional seja ainda mais eficiente, só falta mesmo uma maior sintonia entre os fiscos municipal, estadual e federal, afim de promover ações de fiscalização conjuntas mais eficientes, coisa que já começa a acontecer com a NFe.
Abraços.
Postou 17/08/2011 - 21:27 (#3)
Nixon Coimbra, em 17/08/2011 - 20:54, disse:
Legal Marcelo,
Reajuste mais do que justo e que beneficia muitos micro e pequenos empresários.
Para que o Simples Nacional seja ainda mais eficiente, só falta mesmo uma maior sintonia entre os fiscos municipal, estadual e federal, afim de promover ações de fiscalização conjuntas mais eficientes, coisa que já começa a acontecer com a NFe.
Abraços.
Reajuste mais do que justo e que beneficia muitos micro e pequenos empresários.
Para que o Simples Nacional seja ainda mais eficiente, só falta mesmo uma maior sintonia entre os fiscos municipal, estadual e federal, afim de promover ações de fiscalização conjuntas mais eficientes, coisa que já começa a acontecer com a NFe.
Abraços.
Nixon, é mais do que justo e uma obrigação do fisco em reajustar os referidos limites. A meu ver os reajustes deveriam ser anuais com base no crescimento do PIB ou variação dos indices de inflação.
Postou 17/08/2011 - 21:29 (#4)
ABILIO J S MARQUES, em 17/08/2011 - 21:27, disse:
Nixon, é mais do que justo e uma obrigação do fisco em reajustar os referidos limites. A meu ver os reajustes deveriam ser anuais com base no crescimento do PIB ou variação dos indices de inflação.
Aliás, desde quando os limites não eram reajustados?
Postou 18/08/2011 - 16:20 (#5)
o unico problema disso tudo é, quando teremos realmente essas mudanças, desde o final do ano passado venho lendo reportagens de aumento do limite do simples, previsao de parcelamentos do simples e até hoje estao todos em tramitação, nossos nobres parlamentares estao discutindo muito e fazendo pouco (ao meu ver), essas LC's ja deveriam estar em vigor ha muito tempo e até hoje nao passam de propostas sendo discutidas.
Postou 23/08/2011 - 08:25 (#6)
Caros amigos, realmente se aprovadas na integra, essas medidas serão benéficas para muitas empresas, o que me preocupa é a morosidade do governo com relação as decisões importantes como essa. Levando em conta que muitas empresas estão com a corda no pescoço devida elevada carga tributária no Brasil.
Compartilhar este tópico:
Página 1 de 1